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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SE ame!

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O celular vibrou, era uma mensagem. Um sorriso brotou de meus lábios, quando li do que se tratava, meu coração quase parando voltou a bater forte, meu sangue parecia voltar a correr pelas correntes sanguíneas e sabe aquela sensação de frio na barriga, uma emoção meio estranha? Pois é também a senti. Era estranho pensar nisso agora, logo depois de tudo o que aconteceu entre nós dois e como tudo aconteceu. E no mesmo instante me veio uma tristeza repentina, logo agora que eu tinha superado tudo, que eu tinha conseguido seguir a minha vida e voltar a cuidar de mim a me amar ele tentava voltar pra me machucar mais uma vez. Decidi. Não vou respondê-la. Afinal um “Como você está? Sentindo sua falta.” Depois de quase cinco meses, não tinha necessidade de quer ser cogitado a ser respondido. Ele vem aparecer dizendo que está sentindo a minha falta? Como só agora? Por que agora? Uma lágrima escorreu pelos meus olhos, era óbvio, ele estava voltando ao seu joguinho habitual de sempre e me tratando como uma opção, como uma das ultimas, sem se importar com os meus sentimentos – de novo - ele voltava a aparecer para simplesmente me ter, me usar e depois desaparecer por mais meses sabendo que eu o perdoaria a cada volta com uma desculpa nova e ainda mais esfarrapada que a anterior. Eu havia cansado, cansado de ser uma opção, de ser um step, de ser uma válvula de escape na vida mesquinha que ele levava. Mas, eu não era tão forte quanto queria, nem tão pouco como deveria. Era ridículo eu sei, a forma que eu me submetia a ser tratada como um objeto, mas o que fazer quando se ama e não se é correspondida? Eu aconselharia uma pessoa a seguir em frente a esquecer, a tocar a vida. Mas quando se trata da nossa vida, da nossa história, parece que nossos próprios conselhos se tornam tão... Inutilizáveis. O celular tocou, era ele. Atender? Não?
- Oi – Eu dizia seca, tinha que seguir meus conselhos.
- Oi lindona – Como sempre todo cheio de mil amores.
- Quem está falando? – Eu dizia friamente, com o coração na mão.
- Não se lembra de mim, peraê – Ele suspirava – Pensei que eu fosse um pouco mais importante pra você.
- Desculpa é que não tenho esse numero gravado no meu celular – menti, eu tinha o nome dele com um coração na frente, tola! – Quem é? – Eu estava conseguindo, eu acho.
- É o Caíque.
- Ah sim, oi – Eu fingia realmente ter me dado conta só agora de quem era.
Ele mudou o tom de voz.
- Estava pensando na gente se ver hoje – Ele não jogava pra perder – E te fazer lembrar do que você parece ter esquecido.
- Caíque me desculpa, mas sinceramente eu acho que a gente não rola mais.
- Como assim? – Ele estava completamente surpreso, ele jamais esperava ouvir isso de mim, tanto quanto eu nunca esperei dizer.
- Eu só não acho mais que vá da certo essa coisa, encontrei alguém bacana e estou pensando em levar a sério – Menti – E percebi que a gente nunca teve nada muito haver mesmo – Com um fundo de verdade.
- Tudo certo gata, eu te ligo depois então – Ele logo cortava.
Ele tinha entendido que tinha perdido, mesmo nunca perdendo. Eu não sei bem ao certo, aliás eu sabia que era ele quem tinha perdido o jogo dessa vez, mas eu sentia um vazio aqui dentro, como se eu tivesse perdido.
Um sorriso floresceu de meu rosto quando desliguei, chega uma hora em nossas vidas em que temos que tomar essas atitudes, abrir mão do que nos machuca e seguir em frente, aprender a seguir nossos próprios conselhos e não só dar. Uma hora em que você realmente aprende que tem que se valorizar e se amar. Então sinceramente eu não perdi, eu ganhei. Ganhei de volta minha liberdade, meu amor-próprio e o mais importante de tudo, a minha dignidade. E quem sabe a minha mentira agora não se torne verdade e eu encontre alguém bacana, pra chamar de meu e pra me dar o devido valor. E entender que é sim importante você encontrar uma pessoa que te ame e que te dê o valor que merece, mas mais importante que isso, é se amar e se dar o valor que quer ter. E isso? Bom, isso só depende de você mesmo!

Por Thais Carvalho.


Espero que tenham gostado do texto! =)
Beijinhos, 
Thaís Carvalho.

sábado, 17 de novembro de 2012

Pra tudo...



E então me deparei com aquela dúvida cruel, eu conto ou não conto? São nesses momentos que você se imagina como nos filmes onde de um lado tem um anjinho e do outro um capetinha. Contar ou não contar?

Parece que foi ontem que tudo começou a acontecer, eu quieta no meu canto, quase imperceptível, invisível até que minha melhor amiga se apaixona e além de invisível passei a ser sozinha, não é fácil não ter muitos amigos, por outro lado talvez não seja fácil ter muitos também, afinal quem é amigo de verdade?

Então eu conto, ou não conto? O que um amigo de verdade faria? Contaria. 

Ela se apaixonou rapidamente, perdidamente. Foi se envolvendo, se animando e eu aqui escutando todas as novidades, todos os casos de amor e vendo o que ela estava sentindo. Eu via voar por cima delas as borboletas que rodeavam seu estômago. Ficava tremendamente feliz por ela, não estava sozinha, ela continuava ser a minha melhor amiga, mesmo com todo esse amor no ar. Tudo parecia perfeito, até eu conhecer ele pessoalmente. Ele foi simpático, agradável, brincalhão, afinal eu era mais que uma amiga, apesar de não termos nenhum parentesco, tínhamos uma grande ligação e ele queria me agradar.

Oh não! Tínhamos? Será que se eu contar é isso que vai acontecer, vou passar a contar nossa história no passado?

Ele tentou me conquistar, tentou demais pro meu gosto. Senti um olhar diferente, um abraço de despedida diferente. "Deve ser o álcool." - Pensei comigo, após uma noite de sexta juntos... Os três! E isso parecia se concluir, por que durante as outras semanas que  passavam, tudo ia tranquilamente acontecendo e aquela "impressão" de que o namorado da minha amiga, estava dando em cima de mim, tinha se esvaído com o passar dos dias, ou talvez - tomara - ela nem existiu.

Já decidi... Vou contar!

Três anos se passaram desde que eles se conheceram e as vezes eu acho que foi destino, aquilo tinha que acontecer, afinal quantos raios caem num mesmo lugar? Nesses últimos dias, eu passei a vê-lo quase todos os dias em uma rua por onde eu nunca passava, mais não sei por que - obra divina talvez? - comecei a passar pra chegar em casa. Aquela não era a rua dele, não era a rua da sua namorada, ninguém da sua família morava ali, nenhum amigo conhecido, não era seu trabalho. Aquilo começou a consumir meu espirito Sherlock Holmes feminino, aquele que a gente procura... e acha! Pois é, eu achei.. Achei o namorado da minha melhor amiga aos beijos - dentro de seu carro, em uma noite chuvosa, numa rua deserta - com um garoto. 

Como é que se conta uma coisa dessas?

Eu fiquei sem chão, sem ar, era como se eu pudesse sentir toda a dor, aliás, o inicio da dor que minha amiga sentiria se soubesse disso.

Se soubesse não, ela vai saber!

Foi a coisa mais nojenta que eu já presenciei, não por ser dois caras se beijando, mais por ser O cara da minha pequena, se pegando com outra pessoa. O cara que ela elevou em um pedestal, onde nunca havia elevado nenhum outro, ele era tudo pra ela, era perfeito. 

Eu ainda não contei, então É!

Ela o amava, de verdade. Três anos de sua vida dedicados a uma pessoa que nem sequer honesta com ela foi. E eles estavam ali, aos beijos e eu aqui, ainda invisível. Comecei a correr, escorreguei, me machuquei, mas a dor física não era nem um pouco forte, não comparada a dor que eu sabia que ela sentiria ao saber. 

Por que eu?

Eu posso sentir o que ela sentirá, afinal eu a amo e quero seu bem, por isso contarei. Amigas de verdade não mentem, elas contam TUDO, por mais doloroso e vergonhoso que seja. Elas contam, por que a verdade é o alicerce chave de todo relacionamento e o que está faltando no deles, não pode faltar no nosso. 

Ela chegou...

Eu a abraço e começo a chorar... Desculpa minha amiga - Eu digo suspirando em meio as lágrimas.
- O que aconteceu? - Ela indagava assustada ao ver minhas lágrimas. 
E calmamente comecei a contar tudo, as palavras iam saindo de minha boca, como se eu recitasse um poema proibido, doía por dentro, lá dentro da alma. Ela ia escutando com atenção, sem questionar o por quê, sem gritar, sem dramas, as lágrimas começavam a sair de seus olhos, completamente silenciosas, quase imperceptíveis. A cada palavra unida formando uma frase nova, sua feição ficava mais triste, mais deprimente, seus olhos começavam a ficar muito avermelhados como a ponta do nariz. Ela secava seu rosto com o dorso da mão e então começava a sair alguns suspiros, que iam gradativamente aumentando e aumentando, até que ela já estava em prantos, sua angústia, seu desespero, sua dor. Tudo o que eu não queria que ela sentisse, mais que fora necessário. Não posso me culpar por contar a verdade, não cometi nenhum erro, o errado foi ele, o injusto foi ele, o infiel.. foi ele!

Uma raiva foi me consumindo e abraçada a ela tentando fazê-la parar de chorar - inutilmente - eu ia me acalmando. Ela precisava de mim, não da minha raiva. Seu choro ia molhando a manga da minha blusa, seus suspiros longos me partiam o coração, apertei-a forte em meus braços.

- Estarei aqui sempre, pra tudo! - Acariciei seus cabelos e por um leve momento sorri, era a mais sincera de todas as verdades.

"Estarei aqui sempre, pra tudo" 

Thaís Carvalho 

Escrever...

como eu adoro fazer isso meninas. É uma das minhas grandes paixões, e por isso eu vou começar a postar umas coisas que escrevo aqui no blog, como contos, poemas, histórias, enfim... um pouco do que minha imaginação coopera e me ajuda a escrever.

Espero que gostem e curtam mais essa novidade! =D

Beijinhos, 
Thais Carvalho