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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

diretamente da minha cama #1


- O que ta fazendo?!
- Tirando a roupa. Achei que fosse óbvio. - olhei meu vestido estirado no chão. Parecia bem claro pra mim.
- Sim, mas...
- Diz...
- É que..
- Não posso ficar nua é isso?
- Não. Quer dizer, sim. Quer dizer, você entendeu!!!
Sentei na cama. Calcinha e sutiã, por enquanto.

- Não. Explique.
- Você diz que não queria nada sério. Não quero forçar.
- Isso é sério pra você?
- Bem. Você está quase nua no meu quarto!!!
- A gente não pode fazer de brincadeira?Igual a gente fazia antes?
Ele sorriu.
- Não.
- Vai me deixar sair assim?
- Não. Fica. Pode ficar. Eu fico no sofá.
Fiz cara de cachorro sem dono. Ele sorriu.
- E se eu quiser ficar no sofá?
- Quem disse que vai ficar na cama?
- Como assim?
- Fica quieta um pouco.
- O que tá fazendo?!
- Tirando a roupa. Como é mesmo? Ah sim... Achei que fosse óbvio.
- Posso ficar no sofá? Contigo? Juro. Só um pouco.
- Só se você terminar de tirar.

- O que? A roupa?
- Não. Esse sorriso.
- Que sorriso?
- Esse ai.
- Qual? -fiz cara séria.
- Não adianta esconder! - ele me encarou por alguns segundos- Não precisa.
Sorri.
- Por quê? Mudou de idéia?
- Não. É que esse sorriso está certo mesmo. A gente nasceu pra sorrir junto.



Beijos calientes, 
Stephane Mota 

sábado, 17 de novembro de 2012

Pra tudo...



E então me deparei com aquela dúvida cruel, eu conto ou não conto? São nesses momentos que você se imagina como nos filmes onde de um lado tem um anjinho e do outro um capetinha. Contar ou não contar?

Parece que foi ontem que tudo começou a acontecer, eu quieta no meu canto, quase imperceptível, invisível até que minha melhor amiga se apaixona e além de invisível passei a ser sozinha, não é fácil não ter muitos amigos, por outro lado talvez não seja fácil ter muitos também, afinal quem é amigo de verdade?

Então eu conto, ou não conto? O que um amigo de verdade faria? Contaria. 

Ela se apaixonou rapidamente, perdidamente. Foi se envolvendo, se animando e eu aqui escutando todas as novidades, todos os casos de amor e vendo o que ela estava sentindo. Eu via voar por cima delas as borboletas que rodeavam seu estômago. Ficava tremendamente feliz por ela, não estava sozinha, ela continuava ser a minha melhor amiga, mesmo com todo esse amor no ar. Tudo parecia perfeito, até eu conhecer ele pessoalmente. Ele foi simpático, agradável, brincalhão, afinal eu era mais que uma amiga, apesar de não termos nenhum parentesco, tínhamos uma grande ligação e ele queria me agradar.

Oh não! Tínhamos? Será que se eu contar é isso que vai acontecer, vou passar a contar nossa história no passado?

Ele tentou me conquistar, tentou demais pro meu gosto. Senti um olhar diferente, um abraço de despedida diferente. "Deve ser o álcool." - Pensei comigo, após uma noite de sexta juntos... Os três! E isso parecia se concluir, por que durante as outras semanas que  passavam, tudo ia tranquilamente acontecendo e aquela "impressão" de que o namorado da minha amiga, estava dando em cima de mim, tinha se esvaído com o passar dos dias, ou talvez - tomara - ela nem existiu.

Já decidi... Vou contar!

Três anos se passaram desde que eles se conheceram e as vezes eu acho que foi destino, aquilo tinha que acontecer, afinal quantos raios caem num mesmo lugar? Nesses últimos dias, eu passei a vê-lo quase todos os dias em uma rua por onde eu nunca passava, mais não sei por que - obra divina talvez? - comecei a passar pra chegar em casa. Aquela não era a rua dele, não era a rua da sua namorada, ninguém da sua família morava ali, nenhum amigo conhecido, não era seu trabalho. Aquilo começou a consumir meu espirito Sherlock Holmes feminino, aquele que a gente procura... e acha! Pois é, eu achei.. Achei o namorado da minha melhor amiga aos beijos - dentro de seu carro, em uma noite chuvosa, numa rua deserta - com um garoto. 

Como é que se conta uma coisa dessas?

Eu fiquei sem chão, sem ar, era como se eu pudesse sentir toda a dor, aliás, o inicio da dor que minha amiga sentiria se soubesse disso.

Se soubesse não, ela vai saber!

Foi a coisa mais nojenta que eu já presenciei, não por ser dois caras se beijando, mais por ser O cara da minha pequena, se pegando com outra pessoa. O cara que ela elevou em um pedestal, onde nunca havia elevado nenhum outro, ele era tudo pra ela, era perfeito. 

Eu ainda não contei, então É!

Ela o amava, de verdade. Três anos de sua vida dedicados a uma pessoa que nem sequer honesta com ela foi. E eles estavam ali, aos beijos e eu aqui, ainda invisível. Comecei a correr, escorreguei, me machuquei, mas a dor física não era nem um pouco forte, não comparada a dor que eu sabia que ela sentiria ao saber. 

Por que eu?

Eu posso sentir o que ela sentirá, afinal eu a amo e quero seu bem, por isso contarei. Amigas de verdade não mentem, elas contam TUDO, por mais doloroso e vergonhoso que seja. Elas contam, por que a verdade é o alicerce chave de todo relacionamento e o que está faltando no deles, não pode faltar no nosso. 

Ela chegou...

Eu a abraço e começo a chorar... Desculpa minha amiga - Eu digo suspirando em meio as lágrimas.
- O que aconteceu? - Ela indagava assustada ao ver minhas lágrimas. 
E calmamente comecei a contar tudo, as palavras iam saindo de minha boca, como se eu recitasse um poema proibido, doía por dentro, lá dentro da alma. Ela ia escutando com atenção, sem questionar o por quê, sem gritar, sem dramas, as lágrimas começavam a sair de seus olhos, completamente silenciosas, quase imperceptíveis. A cada palavra unida formando uma frase nova, sua feição ficava mais triste, mais deprimente, seus olhos começavam a ficar muito avermelhados como a ponta do nariz. Ela secava seu rosto com o dorso da mão e então começava a sair alguns suspiros, que iam gradativamente aumentando e aumentando, até que ela já estava em prantos, sua angústia, seu desespero, sua dor. Tudo o que eu não queria que ela sentisse, mais que fora necessário. Não posso me culpar por contar a verdade, não cometi nenhum erro, o errado foi ele, o injusto foi ele, o infiel.. foi ele!

Uma raiva foi me consumindo e abraçada a ela tentando fazê-la parar de chorar - inutilmente - eu ia me acalmando. Ela precisava de mim, não da minha raiva. Seu choro ia molhando a manga da minha blusa, seus suspiros longos me partiam o coração, apertei-a forte em meus braços.

- Estarei aqui sempre, pra tudo! - Acariciei seus cabelos e por um leve momento sorri, era a mais sincera de todas as verdades.

"Estarei aqui sempre, pra tudo" 

Thaís Carvalho 

Escrever...

como eu adoro fazer isso meninas. É uma das minhas grandes paixões, e por isso eu vou começar a postar umas coisas que escrevo aqui no blog, como contos, poemas, histórias, enfim... um pouco do que minha imaginação coopera e me ajuda a escrever.

Espero que gostem e curtam mais essa novidade! =D

Beijinhos, 
Thais Carvalho

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O amor sempre vale a pena

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Se você está sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias. Não há nada que você possa fazer, não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses você vai ter um amigo paciente para levá-lo ao bar e ouvir suas queixas, e eventualmente buscar você no bar e levá-lo pra casa com segurança nos dias em que você se comportar feito um louco. Na verdade até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa, ele se chama tempo. Portanto procure levantar sua cabeça e dar um passo adiante por menor que seja, por que você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada, e por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim! Estar triste é uma forma de exercer a paixão, quando o alvo dessa paixão se foi.Você está usufruindo o direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo! Prova que você é um romântico, mais coisas ótimas não costumam ser baratas e você tem que pagar seu preço. Em algum momento, tudo isso vai passar. E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços. Tudo estará em seu devido lugar, como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai estar feliz consigo mesmo, vai levantar sua auto-estima. Você vai estar pronto para entregar seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente. Por que o amor, sempre vale a pena! 

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