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quarta-feira, 16 de abril de 2014

[resenha] Bonequinha de Luxo

Nesse final de semana aconteceu uma festa chamada Projeto X, e que já estava em sua quarta edição. Essa festa é de um amigo do meu namorado que é o responsável pela arte da festa. Chegou a hora de fazer as plaquinhas do banheiro e queríamos algo criativo e que tivesse referências. Ele colocou a famosa imagem do Heisenberg no banheiro dos boys e aí pensei logo que de imediato na Audrey pra ilustrar o banheiro das ladies. Sei que muita gente da festa não entendeu as referências ou sequer uma delas. Mas pelas duas tenho um carinho em especial, seja pelo meu seriado predileto (Breaking Bad) ou por um dos filmes que eu tenho super apreço Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's) que é o tema da resenha de hoje.


Holly que é interpretada pela Audrey Hepburn é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a se casar com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manha em frente a joalheria Tiffany's, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho e com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica. Há também na história o vizinho artista a quem Holly sempre imcomoda para que abra a porta por se uma magnifica mestre em perder chaves. A primeira vez que eu vi Bonequinha de Luxo faz muito tempo, é um filme que foi produzido em 1961, mas acho ele sempre tão atual. Sempre que o vejo outra vez, por estar mais velha e mais observadora consigo captar coisas que não captava antes, e me encantar ainda mais com a leveza e o jeito sutil e meigo da Holly, sua beleza, charme e sua mania engraçada de classificar os homens com quem sai por ratos e suas variações.
A primeira cena do filme começa com ela tomando o seu café da manhã da porta da Tiffany's o que te dá a impressão - pelo menos me deu - ser a cena final do filme. but não é. E te deixa com vontade de pegar o primeiro avião pra NY - que é uma pena não poder -.
Todo mundo uma vez na vida já viu uma foto da Audrey interpretando a Holly com seu vestidinho preto, sua make clássica e seu penteado pra lá de lindo.
Holly era uma garota que achava que sabia o que queria e que era totalmente independente pra sua época.
Seu apartamento também não era nada mobiliado e seu gato não tinha nome, Holly o chamava de gato apenas. Por achar que ela não se sentia em casa ou em paz de espirito como se sentia na Tiffany's e dizia... "Se eu pudesse encontrar um lugar na vida real que me fizesse sentir como na Tiffany's, então eu compraria alguns móveis e daria nome ao gato" 
No livro de Capote, Holly era supostamente bissexual e esse foi um dos detalhes que foi omitido no filme para que o papel fosse mais adequado para Audrey, que por um acaso fazia apenas três meses após o nascimento do seu primeiro filho quando as filmagens tiveram inicio. 
Uma outra curiosidade legal é que a canção "Moon River" foi escrita especialmente pra Audrey considerando que ela não possuía treinamento pra canto na época. E ela recebeu um cachê de US$750 mil por sua atuação em Bonequinha de Luxo, o 2º maior cachê pago até então a uma atriz. O 1º era de Elizabeth Taylor em Cleópatra, de US$1 milhão.
O filme se passa em Nova York e o Brasil é super citado por conter um dos personagens "José" com o qual Holly pretendia se casar. Mas se eu continuar falando foi acabar soltando muitos spoilers, por isso quem ainda não assistiu a esse clássico, eu não sei o que você está esperando.
O filme é super gostoso de assistir e passa tão rapidamente fazendo com que a gente se apaixone junto com Paul por Holly que Audrey interpretou com maestria. 

Bonequinha de Luxo e suas Premiações

OSCAR
1962 - 
Ganhou
Melhor trilha sonora - Comédia/Drama 
Melhor Canção Original - "Moon River" 

Indicações 
Melhor Atriz - Audrey Hepburn 
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Arte 

GLOBO DE OURO
1962 -
Indicações 
Melhor Filme - Musical/Comédia
Melhor Atriz - Musical/Comédia - Audrey Hepburn

GRAMMY
1962 -
Ganhou  
Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV

Holly e Paul na Tiffany's buscando algo por menos de US$10 dólares.


E você já assistiu? Já viu algum outro filme da Audrey? 

Beijoos, 
Thá Carvalho.

segunda-feira, 31 de março de 2014

E que venha Abril


Que as águas de março fecham o verão todos sabem e que os ventos de abril trazem uma nostalgia complexa aos esperançosos que se abrigam no outono, quem vive entende bem.

O engraçado é o nascimento de estrelas durante esta época, do seu processo de vida e morte e o quanto perduram no espaço. E faço hoje homenagem a grandes estrelas nascidas entre esses meses, que mudaram e fizeram parte do contexto do nosso país seja na música ou no esporte.

Quem teve a oportunidade de acordar em uma manhã de domingo com os roncos dos motores de Senna, acompanhar a trágica loucura de Cazuza, a poesia de Renato Russo e acordar assobiando e pensando ao longe uma canção do Roberto, quase sem querer.

Pois é, esses são alguns nomes abordados nessa resenha que ganharam notoriedade, abro aspas para falar um pouco da obra de cada um deles...

Parecia impossível começar em 13ª e terminar a corrida em Mônaco de 1984 em 2ª lugar, a corrida cancelada pelo mal tempo não tiraria a fome de vitória de Ayrton Senna da Silva (21 de março) cujo olhos serenos brilhavam na viseira do capacete transmitiam calma, confiança e uma falta despudorada de medo, talvez o medo fosse um aliado com objetivos opostos para Senna que tão cedo apagou sua estrela nas pistas fazendo o que amava. Talvez a forma encorajadora como encarava a pista fosse um aviso a cada brasileiro, uma forma de dizer para cada um levantar das poltronas e se encorajar para a vida, orgulhar-se da nação e buscar a vitória e nada mais que isso.

Enquanto isso em uma noite qualquer do Rio de Janeiro, mais exatamente um domingo, enquanto as poucas cadeiras povoadas de algum bar na Gávea ou Ipanema se esvaziam, uma figura descontrolada, fala alto, berra, canta velhas canções e chama o garçon pelo nome...Todos já conheciam bem o seu exagero, a sua parte no show. Cazuza (4 de abril) era louco, poeta, amigo e ríspido. Cantou o amor e a solidão e as injustiças que assolavam um país pós-ditatorial, viu o dia nascer feliz centenas de vezes e fez o Brasil mostrar a cara, um ícone do MPB descarado, do rock mesclado, mestiço, sambista e mulato.

De mesma intensidade, surgia um nome em Brasília, um poeta que tinha um sonho. Com um acervo que ia de Sid Vicious a carta aos coríntios, Renato russo absorveu o melhor de todas as influencias para compor sua obra, do punk á música italiana. Lider da legião Urbana, talvez a banda de pop rock mais popular do país, Renato Manfredini Jr (27 de março) viveu uma vida cercada por dilemas dos poetas Ingleses e o punk que modificou a personalidade do menino de classe média do distrito federal. Suas músicas e letras retratavam o momento da juventude atravessaram gerações e são cantadas a plenos pulmões até hoje.

As tantas emoções que o Roberto Carlos (19 de abril) viveu certamente se devem por sua música e grandiosa obra prestigiada e regravada por vários outros interpretes. Ao lado de Erasmo Carlos compôs baladas clássicas respeitadas por críticos do mundo inteiro. A impressão que dá é que o Roberto sabe de tudo, ele canta o mal de amor ou até mesmo o lado bom deste sentimento como se entrasse na pele, na mente ou na casa de qualquer um, e certamente ele esta na casa de todos os brasileiros até quem não gosta se rende a vossa majestade.

Já é outono e junto a ele uma saudação a esses ícones e a todos outros nascidos nesses meses. O processo de nascimento das estrelas é parecido uma das outras o que modifica é o tempo que cada uma delas permanece no espaço.

Não pude vivenciar muito de alguns como o próprio Senna que morreu no mesmo ano que nasci. Mas tenho uma grande afinidade por esses nomes que trouxeram não só muitas histórias como também um bocado de cultura pra esse nosso povo.

Que venha Abril e que venha o novo, sempre!

Um super beijo a todas e um agradecimento em especial ao meu grande amigo Adam Ramos que deu vida a essa resenha linda!