Do tipo calado ele era daqueles que guardava tudo pra si e que tinha como meta apenas aproveitar a vida. Só que a forma dele era mais aquela do tipo, desapegado as coisas e consequentemente as pessoas. Não demonstrava sentimentos verdadeiros e com isso confundia as pessoas ao seu redor. Ele fazia exatamente isso. Colocava centenas de interrogações difíceis de serem solucionadas. Tinha também o péssimo hábito de jogar. Os criava incessantemente para ter sempre as pessoas pra se sentir querido, amado. Adorava se sentir desejado, mesmo demonstrando o contrário.
Era tudo um jogo pra ele.
Queria ser justo, viajante e o quanto mais impessoal melhor.
Por que era essa a diversão toda.
Ter alguém ali, pra satisfazer seu ego e apenas ele. Conquistar e deixar.
A busca por novos horizontes era viciante e ter uma pessoa, se envolver e deixar-se sentir não era uma opção, afinal o que não faltaria no seu caminho seriam pessoas.
Assim, ele ia deixando tudo pra trás e ia ganhando o mundo.
A única coisa que ele não sabia era que enquanto ele ganhava o mundo, ele ia perdendo a chance de achar o que inconscientemente procurava. Mas seus jogos eram tantos que o cegava.
No final, ele tinha a imensidão do mundo conquistada pelos pés. E uma imensidão quase tão grande dentro de si.
Dessa imensidão ele não se orgulhava, nem tão pouco demonstrava.
Essa tinha sido talvez uma das coisas que ele não aprendera em suas caminhadas.
Se importar, ou melhor.... Demonstrar.
Thais C Rangel.

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